Vereadores aprovam empréstimo de R$ 18 milhões para obras de esgoto

Os vereadores aprovaram na noite desta segunda-feira (19), em sessão ordinária, o 3º Substitutivo ao Projeto de Lei n. 34/19, que trata de autorização para empréstimo, junto a Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 18 milhões.

O recurso será investido em obras de saneamento básico, que irão beneficiar os moradores dos bairros, Bandeirantes, Parque das Emas e Dalmaso e na aquisição de máquinas, equipamentos e usina CBUQ, para a recuperação asfáltica.

De acordo com a vereadora professora Cristiani Dias (PT), o projeto foi muito bem discutido, com a participação da população e representantes da Caixa Econômica Federal, por meio de audiência pública.

Este é o terceiro projeto encaminhado ao Legislativo. Na primeira proposta, o valor era de R$ 34 milhões e contemplava investimentos também na área de educação. Na segunda, o valor reduziu para R$ 27 milhões.

“O projeto está na Casa há 120 dias. Então, não foi pouco tempo. Todas as dúvidas foram tiradas. O projeto foi alterado várias vezes e chegamos a um valor que é o necessário para avançarmos em saneamento”, ressaltou a vereadora.

Dos sete vereadores presentes, cinco votaram a favor, Airton Callai (PRB), Dr. Jaime Floriano (PDT), Marcos Paulista (PTB), professora Cristiani Dias (PT) e Fernando Pael (DEM) e dois contra, Mano (PDT) e Dr. Wagner Godoy (SD).

Segundo o vereador Marcos Paulista, trata-se de um investimento em saúde pública e que se paga, a partir do momento em que o município iniciar a cobrança sobre o tratamento de esgoto.

“É um projeto necessário ao desenvolvimento econômico e social do município. Muitas empresas deixam de investir por falta de saneamento. Sabemos que a cada real investido em esgoto, deixa-se de gastar R$ 6 em saúde.”

O vereador Mano justificou o voto contrário. De acordo com ele, as obras deveriam ser executadas de forma planejada, utilizando os recursos do próprio Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).

“O Saae tem um superávit anual de mais de R$ 4 milhões,  que deveria ser investido em saneamento. Sem a necessidade de empréstimos, com juros de agiota. Todos sabem que quem vai pagar essa conta é a população, com mais impostos.”

Ascom/Marcello Paulino