Os dois homens foram soterrados, ontem, enquanto trabalhavam numa obra de esgotamento sanitário na rua dos Hibiscos, no bairro Bandeirantes. Eles estavam em uma vala com cerca de três metros quando houve o desbarrancamento, e foram resgatados por cinco militares do Corpo de Bombeiros, que trabalharam aproximadamente 30 minutos na escavação para o salvamento.

Ambos os trabalhadores foram socorridos conscientes, orientados (um deles com dificuldade para respirar), também sem lesões e fraturas visíveis. Eles foram encaminhados ao Hospital São Lucas para avaliação médica detalhada, e não há informações sobre os atuais estados de saúde.

“A vala desbarrancou e acabou cobrindo os dois. No momento que a gente chegou eles estavam em pé, sendo um deles só com a cabeça para fora, o corpo todo enterrado, e o outro não era visível, não sabíamos o ponto certo que ficou, porque estava totalmente soterrado”, explicou, ao Só Notícias, o comandante da 13ª Companhia Independente de Bombeiros Militar em Lucas e major Alex Queiroz da Silva.

Ainda segundo o comandante, devido à dúvida do ponto que um dos homens estava, foi utilizada uma técnica. “A gente pediu para que todos ficassem em silêncio, para ver se ouvíamos alguma coisa. O soldado Farias fez uma técnica de escuta, que é tentar entrar em contato com a pessoa e aproximar o ouvido da terra. Neste momento, ouviu um gemido, então conseguimos identificar o local certo e começamos cavar”, pontuou.

Inicialmente, foi utilizada uma retroescavadeira para os trabalhos, até conseguir acessar a vítima. “Quando chegamos na cabeça dele, conseguindo tirar toda terra, começamos a conversar e ele estava com dificuldades para respirar. Ofertamos oxigênio, limpamos as vias aéreas, porque tinha muita terra, e aí fizemos uma escora para evitar novo desabamento no barranco”, contou.

Em seguida, as equipes utilizaram cavadeiras para retirar os homens e encaminhar ao hospital. “Uma equipe cavava com o que estava com a cabeça para fora quando a gente chegou e a outra empenhada no segundo”. “Tivemos o apoio da Polícia Militar, e alguns trabalhadores da empresa ajudaram a cavar, na medida que a gente cansava, ia revezando”, completou.