Policial penal é presa em Lucas do Rio Verde suspeita de facilitar entrada de celulares na cadeia

Uma policial penal foi presa, esta manhã, durante a terceira fase da operação Reclusos. Ela é suspeita de facilitar a entrada de aparelhos celulares e outros materiais no Centro de Detenção Provisória de Lucas do Rio Verde. Os investigadores da Polícia Civil também cumpriram mandado de busca e apreensão na casa dela e de outro agente.

“Conseguimos as ordens de busca e apreensão, e uma de prisão de uma policial penal, que está presa na nossa unidade. É uma servidora, com mandado preventivo. Temos materialidade suficiente para comprovar que ela estaria facilitando a entrada desses aparelhos na unidade”, explicou o delegado responsável pela ação Marcelo Maidame (foto).

Celulares também foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados, e agora devem passar por perícia. “Agora serão analisadas possíveis ligações, mensagens, que possam confirmar ainda mais o envolvimento, na prática, de corrupção passiva e estar facilitando a entrega desses aparelhos para os detentos”, destacou.

Agora, a policial presa será encaminhada para Cuiabá. “Sabemos que a maioria (dos servidores) é do bem, mas basta um que não trabalhe de maneira adequada, dentro da lei, que estraga todo o trabalho das pessoas que agem e se comportam da maneira correta. Já foi instaurado inquérito, as investigações continuarão”, acrescentou Marcelo.

Já o diretor da unidade, Ronaldo Frutuoso, lamentou o envolvimento da servidora, que trabalha no local há mais de cinco anos. “Sem dúvida é com muita tristeza, mas é uma realidade, mas se tiver que cortar, vamos fazer”, reforçou.

“São mais de 40 policiais na unidade e, de forma alguma compactuamos com isso. No dia a dia ela não despertava suspeita. Não apoiamos e aceitamos de maneira alguma com a prática de crime dentro do nosso trabalho”, completou.

Na primeira fase da operação, no início de junho, 11 pessoas foram presas em Lucas e Cuiabá. também foi apreendido um revólver calibre 38, entorpecentes, além de outros objetos. Os presos são acusados de associação criminosa, porte e posse ilegal de armas de fogo e tortura.

Na segunda etapa, já no Centro de Detenção, policiais civis, militares, penais e do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), Força Tática e Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), além de membros do Ministério Público, resultou na apreensão de 22 celulares, fios, carregadores, maconha e pasta base de cocaína, que estavam escondidos nas celas da unidade.

Os trabalhos contaram com o auxílio dos cães farejadores Meg e Mel do Gefron. Dias depois, mais 31 aparelhos foram apreendidos dentro da unidade, com suspeitos presos durante a 1ª fase.