Luverdense não consegue eleger diretoria e pode fechar as portas

A assembleia-geral do Luverdense realizada na manhã deste sábado, que definiria a nova diretoria do Verdão do Norte não obteve quórum mínimo, nem interesse de nenhum integrante para ocupar o cargo de presidente. Desapontado, o  atual presidente Helmut Lawisch, não descartou a possibilidade de encerar os trabalhos e fechar de vez, as ‘portas’ do time de Lucas do Rio Verde. “Não tem até o presente momento, alguém que queira assumir a presidência do nosso clube. Nós somos impedidos por lei, dia 31 de dezembro encerra nosso mandato e, hoje, na assembleia deu quórum mínimo, mas deixamos a assembleia em aberto porque nenhum aceitava e topava assumir a presidência”, lamentou.

“É chato, mas não vamos fugir da realidade. Luverdense não é mais uma entidade que todo mundo gosta, mentira, conversa mole. Luverdense tem uma meia dúzia que ajudou, até então. A grande maioria do pessoal não está nem aí. Então, se ninguém ajudar não tem problema nenhum. O Luverdense não é meu, nem do Jaime (vice-presidente). O Luverdense é da sociedade. Se continuar desse jeito desprestigiado, fecha as portas, sem problema nenhum. Enquanto outras cidades estão se movimentando, nós estamos parados. Não tem quem queira botar a cara, e isso que está acontecendo é uma pena, mas é verdade”, criticou Lawisch.

“Tomara que encontrem alguém que queira tocar porque até o momento, não achamos. Mas, muito pelo desprestígio que as autoridades de Lucas do Rio Verde estão tendo com o Luverdense. Tem quem gosta do Luverdense, tem! Mas, ajudar a carregar são bem poucos. É difícil, para quem achou que a gente fez pouco nestes 16 anos, está na hora de assumir. Se é para fechar as portas, não tem problema nenhum, eu já fiz minha parte”, desabafou o atual presidente.

O atual vice-presidente  Jaime Binsfeld, que estava cotado para assumir a vaga apontou que “desde 2008 sou vice-presidente, fiquei um ano como presidente no período que o Helmute estava na Federação. Preparado sim, a questão é que esse fardo está muito pesado. A questão é que o fato de assumir a presidente do Luverdense não seria problema no aspecto de gerir o clube, isso é uma coisa que naturalmente daria para fazer. A questão toda que envolve, é do orçamento, eu não posso fazer uma coisa e assumir um compromisso de uma coisa que não cabe nem quero fazer, que vai envolver minha pessoa física nesse negócio.

Binsfeld também afirmou que tem ajudado ao longo desse tempo, “financeiramente inclusive. Acho que a situação é grave porque do jeito que está, o caminho é encerrar as atividades. Todo ano você precisar comparecer financeiramente, destinar seu tempo, criar alternativas e de uma forma que toda hora tem que ter desembolso não faz sentido. “Esses 16 anos de competições que o Luverdense tem é o embaixador de Lucas. Mas, as pessoas acham que se faz um clube com naturalidade, que não fizemos mais que nossa obrigação e simplesmente se alguém quiser fazer, que faça”, disse.