Lucas do Rio Verde quer ser a primeira a zerar passivos ambientais

Os produtores rurais de Lucas do Rio Verde começaram a receber relatórios das áreas degradadas que vão ajudar a definir a quantidade em suas respectivas áreas para serem reflorestadas e zerar os passivos ambientais. Os documentos fazem parte do projeto Passivo Zero, que visa identificar as áreas de preservação permanente degradas a serem recuperadas, orientar os produtores sobre a forma correta a se fazer o trabalho

A prefeitura e a ONG The Nature Conservancy (TNC) também vão doar mudas das árvores. O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Albieri, explicou que, atualmente há aproximadamente 250 hectares de área a serem restauradas, o que corresponde a menos de 1% da área total do município. “Lucas do Rio Verde deve ser o primeiro município do Brasil a zerar o passivo ambiental e para isso nós contamos com a parceria dos produtores rurais para restaurar as áreas degradas. Nesta semana, as propriedades com pendência ambiental estão recebendo um diagnóstico completo e gratuito, com documentação, orientações e informações detalhadas da área total e da área a ser recuperada”, explicou.

Albieri ressaltou que o projeto que ajudou a orientar os empresários e produtores a seguir as obrigações que as empresas têm com a natureza e principalmente com a sociedade por meio do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar).

Para a ONG, zerar os passivos ambientais “é um desafio, mas ao mesmo tempo é uma área pequena que Lucas do Rio Verde está empenhada em resolver pra se tornar o primeiro município sem áreas degradas ou com áreas em processo de restauração”, explicou o coordenador de projetos da TNC, Alex Schimidt.

A TNC tem como principal objetivo a conservação do meio ambiente, em favor da natureza, mas também da humanidade e, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, teve como objetivo conciliar o desenvolvimento agropecuário com a conservação ambiental e a responsabilidade social.

A assessoria da prefeitura também informa que “os empresários e produtores que ainda não receberam o diagnóstico ou que precisarem de orientações sobre a restauração das áreas podem entrar em contato com a secretaria de Agricultura e Meio Ambiente”.