A Justiça Eleitoral arquivou um inquérito que investigava o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa e o ex-senador Blairo Maggi por suposto crime eleitoral durante a campanha de 2010.

O arquivamento foi determinado pelo juiz 51ª Zona Eleitoral, Jorge Alexandre Martins de Ferreira, em decisão proferida na última segunda-feira (5), por falta de provas.

O inquérito foi baseado na suspeita de repasse de R$ 3 milhões pelo Grupo J&F, Joesley Batista e Wesley Batista para a campanha ao governo de Silval, que recompensaria os empresários com suspensão da cobrança de impostos.

Contudo, o relatório entregue pela polícia apontou falta de provas, uma vez que os depoimentos prestados pelos envolvidos não apresentaram indicativos consistentes do crime.

“(…) as afirmações dos envolvidos versam sobre fatos descritos de uma forma genérica e superficial, não informando dados consistentes e elementos probatórios mínimos sobre a prática do delito, nenhuma indicação de linha investigatória se vislumbra profícua nesse momento”, narra trecho do documento.

Diante da ausência de comprovação do crime eleitoral, o Ministério Público de Mato Grosso se manifestou pelo arquivamento da investigação, o que foi acatado pela Justiça.

“Pelo exposto, frente a ausência de materialidade delitiva, acolho a pretensão formulada e homologo a promoção de arquivamento dos autos do inquérito, sem prejuízo do disposto no art. 18 do Código de Processo Penal”, apontou o magistrado.