Bombeiros combatem incêndio em parque urbano em Lucas do Rio Verde

Os militares do Corpo de Bombeiros combateram, há pouco, incêndio na área de preservação do Parque dos Buritis, na avenida Mato Grosso. Foram utilizados cerca de 4 mil litros de água, com auxílio do caminhão Auto Bomba Tanque, mochilas costais, e sopradores. Havia duas frentes, num intervalo de aproximadamente 50 metros de distância.

“Infelizmente mais um ato criminoso, há fortes indícios que foi ação realizada pelo homem. Acreditamos que alguém veio aqui e iniciou esse incêndio, e cerca de dois minutos depois começou em outro ponto. Foram duas frentes em intervalo muito pequeno e isso nos da, um grande indício que foi ação antrópica. Os fatores não estavam ideais para que houvesse uma propagação rápida”, apontou o cabo dos bombeiros Alexsander.

Os militares ainda contaram com apoio de um funcionário do parque. “Prontamente nos ajudou com uso de soprador, foi imprescindível para fazer esse combate com abafamento de maneira mais rápida. São ações assim que esperamos da sociedade, precisamos somar e agir como uma força tarefa para combater de maneira mais eficiente”, pontuou.

Ainda de acordo com o cabo, estatisticamente o ano tem sido atípico, com maior quantidade de incêndios. “Ultrapassou a média normal de combate. Não só em Lucas, mas também em outros municípios. O Corpo de Bombeiros não atua somente aqui, militares a cada 10 dias estão combatendo incêndio em outros locais, como Feliz Natal, Cláudia, Nova Maringá. Essa estatística fugiu da média em todos os municípios adjacentes”, analisou.

“Um dos fatores que contribuiu foi a questão climática, altas temperaturas, estiagem muito forte, vento em média de 40 a 50 quilômetros por hora, umidade do ar que influência na umidade relativa da vegetação. Tivemos dias que ficaram abaixo de 30%, chegou a 9 ou 11%. Isso é um ponto alarmante”, completou.

O período proibitivo de queimadas na zona rural em todo o Estado começou no dia 1º do mês passado e segue até dia 30. O governo do Estado decretou, ontem, estado de emergência para dobrar a capacidade de combate as queimadas, principalmente no Pantanal, e utiliza a tecnologia para identificar os causadores.

Quem pratica queimadas ilegais pode chegar a R$ 50 milhões em multas ambientais e a detenção de um a quatro anos, em caso de dolo, e de no mínimo seis meses, em caso de incêndio culposo, sem a intenção de provocar fogo.