Abaixo-assinado contra a Energisa mobiliza a população de Lucas do Rio Verde

Nos últimos dias, a população de Lucas do Rio Verde se uniu em favor de um abaixo-assinado, solicitando da Assembleia Legislativa, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar a Energisa.

O documento que já conta com milhares de assinaturas somente em Lucas do Rio Verde, conquistou o apoio de dezenas de estabelecimentos comerciais e entidades, que se tornaram pontos de coleta de assinaturas.

Segundo o vereador Airton Callai (PRB), que liderou a campanha no município, a CPI tem como objetivo investigar os serviços prestados pela concessionária no estado, os aumentos abusivos e as cobranças indevidas.

“Já são mais de 25 mil assinaturas na região e 12 mil assinaturas eletrônicas. A população não aceita mais não ser respeitada, tendo cobrança abusiva e um serviço de péssima qualidade.”

Na última sexta-feira (11), a Assembleia Legislativa publicou no Diário Oficial, a criação de uma CPI, para investigar a empresa. De acordo com o presidente, Eduardo Botelho, a Energisa deve ao Estado cerca de R$ 800 milhões em impostos.

A primeira iniciativa, após o anúncio de abertura de investigação, é a realização de uma audiência pública, marcada para esta terça-feira (15), em Cuiabá. O encontro contará com a participação de representantes do Procon e Energisa.

“Essa empresa além de roubar os usuários, presta um péssimo serviço de distribuição de energia. Em Lucas do Rio Verde, quando começa a chover, acaba a energia e quem mora no interior é pior ainda”, ressaltou Callai.

A qualidade dos serviços prestados pela concessionária a população mato-grossense também será debatida em audiência pública em Nova Mutum, nesta sexta-feira (18), com a participação do deputado estadual Elizeu Nascimento.

Segundo o vereador, que irá participar da audiência, as assinaturas dos municípios de Lucas do Rio Verde, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Tapurah e Nova Mutum serão entregues ao deputado, durante o evento.

Além da investigação sobre os serviços prestados, a sociedade também solicita um estudo para a redução do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), atualmente taxado em 27%.

“É a alíquota mais cara que existe. Nós pedimos que seja feito um estudo para reduzir o ICMS para 17%, igual o valor pago na maioria dos produtos. Esses 10% a menos ficariam no bolso do contribuinte, do comerciante, que poderia investir no próprio negócio e gerar mais empregos”, finalizou Callai.

Ascom/Marcello Paulino