Vereadores divergem, mas aprovam reajuste salarial a prefeito, vice e secretários

A Câmara de Vereadores aprovou, em sessão extraordinária, reajuste salarial para prefeito, vice-prefeito e secretários municipais na gestão 2021/2024. Durante a discussão do projeto houve divergência entre os vereadores.

A vereadora Cristiani Dias (PT) foi bastante crítica à proposta. Ela destacou que defendeu, ao longo de seu mandato, a valorização de secretários municipais e lembrou projetos que foram discutidos, mas retirados de pauta. Cristiani chegou a criticar a forma como o projeto foi colocado para votação. No meio da discussão da matéria, ela deixou o plenário.

Ao justificar o voto, Airton Callai (Republicanos) citou a importância da verba indenizatória para os cargos que serão beneficiados com o reajuste. Ele fez comparação do que é pago a prefeitos, vice e secretários de cidades vizinhas para mostrar a valorização dos profissionais.

O vereador Marcos Paulista (PTB) também se retirou do plenário. Ele reclamou da forma como tramitou o projeto, sem discussão, e argumentou que quer ter liberdade para agir e que sairia do plenário por considerar que seu voto não faria diferença.

O presidente da Câmara, Dirceu Cosma, explicou que o reajuste proposto para ter vigência na próxima legislatura, deve ser votado na atual. Caso o projeto não tivesse sido votado na atual legislatura, o reajuste só poderia ser aplicado a partir de 2025. Dirceu destacou que o reajuste corrige uma distorção que reflete na contratação de alguns profissionais na área médica. Por lei, nenhum servidor do município pode receber mais que o prefeito, cujo salário atual é de R$ 14 mil.

Mano da Saúde (PROS) chegou a pedir vistas do projeto, porém, assinalou que os autores do mesmo poderiam pedir a retirada.

Com dois votos contrários (Mano da Saúde e Jaime Borges) o projeto foi aprovado com 5 votos. Se sancionado, o projeto estabelece que o Prefeito passa a receber R$ 18 mil. Vice-Prefeito e secretários passarão a receber R$ 15 mil.