Uma semana após a abertura do envelope, o Governo de Mato Grosso aprovou a proposta apresentada pela Rumo Logística S/A para a construção da primeira ferrovia estadual, a extensão da Ferronorte, partindo de Rondonópolis até Lucas do Rio Verde. A homologação dos documentos foi publicada na edição extra do Diário Oficial do Estado que circulou nesta sexta-feira (10).

Segundo a proposta da empresa, serão investidos R$ 11,2 bilhões para a implantação da ferrovia estadual que terá 730 km de extensão, com início da obra já em 2022.

O cronograma da Rumo aponta que o primeiro trecho, de Rondonópolis até Cuiabá, deve entrar em operação em 2025. Já o segundo trecho, de Cuiabá até Lucas do Rio Verde, passando por Nova Mutum, deve entrar em operação em 2028.

“É mais um passo muito importante para a habilitação, ou seja, para o projeto de extensão da ferrovia de Rondonópolis até Lucas do Rio Verde. A primeira fase foi o chamamento público, numa atitude corajosa do governador do Estado em trazer para si a responsabilidade de autorização desse projeto. Vencida essa fase, passamos agora para a etapa final, que é a assinatura do contrato”, disse o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz.

O governador do Estado, Mauro Mendes, deve confirmar até amanhã, terça-feira (14), a vinda ao município na próxima quinta (16), junto de comitiva, para assinar o contrato com a empresa habilitada para a construção da ferrovia estadual.

Marco Legal
A extensão da Ferronorte faz parte do novo Marco Legal das Ferrovias, previsto na Medida Provisória nº 1.065/2021 assinada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, no dia 30 de agosto. O programa cria condições para aumentar os investimentos privados no setor ferroviário, além de reduzir a burocracia para a construção de novas ferrovias e inovar no aproveitamento de trechos ociosos e na prestação do serviço de transporte ferroviário.

Entre as mudanças previstas no texto está a permissão da construção de novas ferrovias por autorização, à semelhança do que já ocorre na exploração de infraestrutura em setores como telecomunicações, energia elétrica, portuário e aeroportuário.

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